Atividade de Fontes de História A — Debate e Síntese: 25 de Abril, Rutura ou Continuidade (12.º Ano)
Atividade de fontes e debate de História A para o 12.º ano: «25 de Abril: rutura ou continuidade?». Quatro posições historiográficas parafraseadas (rutura, continuidade, rutura política com continuidades sociais, processo inacabado), grelha de argumentos, regras e tempos de debate, esqueleto da síntese em seis momentos, grelha de avaliação com descritores e quatro questões de meta-análise. Ambas as teses são aceitáveis se sustentadas com evidência.
O que inclui esta atividade
- A questão em debate — formulada com precisão e com os dois planos (regime político / estrutura social) explicitados
- Quatro posições — rutura (o corte), continuidade (o que não mudou), síntese (rutura política com continuidades sociais) e processo inacabado (1974 a 1986)
- Normas de trabalho — defesa de posição atribuída, evidência obrigatória, ataque ao argumento e não à pessoa, limite de 90 segundos
- Procedimento cronometrado — 60 minutos: exposição inicial, três rondas de argumentação, réplica, síntese e avaliação
- Grelha de argumentos — tese, dois argumentos com evidência, objeção previsível e resposta
- Modelo de bom argumento — tese, evidência datada, concessão e distinção de planos
- Esqueleto da síntese — seis momentos com número de linhas definido
- Grelha de avaliação do debate com três níveis (insuficiente, suficiente, bom) e quatro critérios
Competências que desenvolve
Argumentar com evidência histórica; reconstruir a posição contrária antes de a refutar; distinguir regime político, estrutura social e economia; datar corretamente o processo de transição; escrever uma síntese que integre contra-argumento sem abandonar a tese — comunicação em História.
Conteúdo programático
Cobre o organizador 2 e o início do organizador 3: 25 de Abril, PREC e descolonização, consolidação democrática, revisão de 1982 e adesão europeia de 1986. É a atividade de fecho do bloco português da série e pode ser usada como preparação da prova global.
Porque isto importa
«25 de Abril: rutura ou continuidade?» é a pergunta que os historiadores portugueses continuam a discutir e a que os alunos devem saber responder com datas na mão. A atividade obriga a fazer o que raramente se faz na escola: defender uma tese em que não se acredita, ouvir o contra-argumento até ao fim e só então escrever uma posição própria. O resultado não é «escolher o lado certo» — é perceber que a resposta depende do plano que se observa (regime, sociedade, economia) e da data em que se considera a transição fechada. É também o melhor treino para a prova global e para o exame de Filosofia: argumentar é uma técnica, não uma opinião.
Erros comuns
- Responder «as duas coisas» sem distinguir os planos — o que soa a equilíbrio e é apenas ambiguidade.
- Usar datas erradas (1974 para a Constituição, 1975 para a adesão europeia) e perder o argumento por causa do exemplo.
- Atacar a pessoa ou o grupo em vez do argumento — desqualifica a intervenção na grelha de avaliação.
- Apresentar opinião sem evidência: em História, «acho que» não é argumento.
Como usar esta atividade
Distribui as posições ao contrário da opinião da turma, sempre que possível: é aí que a atividade produz aprendizagem. Os 5 minutos de exposição inicial servem para fixar as teses antes de qualquer argumento — sem eles, o debate degenera em troca de opiniões. Nas rondas, exige que cada intervenção comece por citar o argumento do adversário. No fim, recolhe as sínteses: são o instrumento de avaliação mais fiável, porque mostram se o aluno integrou o contra-argumento ou apenas repetiu a sua posição inicial.