Ficha de História A — 25 de Abril, PREC e Descolonização (12.º Ano)
Ficha de História A para o 12.º ano sobre o 25 de Abril e o processo que se lhe seguiu: o golpe do MFA e a queda do Estado Novo, a Junta de Salvação Nacional, o PREC e o 11 de março de 1975, as nacionalizações e a reforma agrária, as eleições para a Constituinte, o 25 de novembro e a descolonização — Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Timor-Leste — com os retornados. 8 exercícios com soluções completas e cronologia essencial.
O que inclui esta ficha
- Revisão rápida: o golpe, as fases de 1974-1976, o PREC e a descolonização
- Exercício 1: completar datas-chave (1974, 1975, 1976)
- Exercício 2: verdadeiro ou falso sobre o golpe, a censura, o PREC, as eleições e a descolonização
- Exercício 3: ligar conceitos — MFA, Junta de Salvação Nacional, nacionalização, reforma agrária, poder popular, retornados
- Exercício 4: escolha múltipla sobre a senha, a Constituinte, o 25 de novembro e Angola
- Exercício 5: tabela da descolonização (território, data, dificuldade)
- Exercício 6: interpretação de uma paráfrase do Programa do MFA (1974)
- Exercício 7: desenvolvimento escrito — rutura ou continuidade?
- Exercício 8: síntese sobre o significado do 25 de novembro de 1975
Competências que desenvolve: sequenciar acontecimentos com causalidade, distinguir processo de acontecimento, interpretar um programa político, argumentar com teses rivais e avaliar custos humanos de uma transição.
Conteúdo programático: cobre os descritores centrais do organizador 2 no tema «Portugal, do autoritarismo à democracia» — o 25 de Abril, o desmantelamento do Estado Novo, o PREC e a descolonização — e é a base da AF de debate «25 de Abril: rutura ou continuidade?» e das fichas sobre a consolidação democrática.
Porque isto importa
A democracia portuguesa nasceu num processo contraditório: um golpe militar que ninguém previu, uma revolução social que assustou metade do país e uma descolonização feita em menos de dois anos, com uma guerra civil em Angola e a invasão de Timor-Leste. Perceber o PREC é perceber porque é que a Constituição de 1976 é tão ideológica e porque é que a transição portuguesa é descrita como «revolução» e não como «reforma». E é também o momento em que nasce a relação de Portugal com os PALOP, tema que se prolonga até hoje.
Erros comuns
- Reduzir o 25 de Abril ao dia 25: o processo tem fases e confrontos (11 de março, verão de 1975, 25 de novembro).
- Dizer que o PREC foi «o Governo»: foi um período de disputa de poder, com órgãos militares, partidos e movimentos sociais em confronto.
- Tratar a descolonização como uniforme: cada território teve processo, calendário e conflito próprios.
- Esquecer os retornados: meio milhão a oitocentos mil pessoas, segundo as estimativas — consequência social central.
Como usar esta ficha
Imprime as três páginas e resolve sem consultar a revisão. Faz o exercício 2 antes do 5: a distinção entre processo e acontecimento ajuda a organizar a tabela da descolonização. No exercício 7, escolhe a tese, escreve-a na primeira linha e só depois os argumentos — o critério valoriza a coerência da posição, não a tese escolhida. Na correção, confirma se cada data tem protagonista e consequência, e não apenas o ano.