Ficha de História A — Marcelismo e Guerra Colonial (12.º Ano)
Ficha de História A para o 12.º ano sobre os últimos anos do Estado Novo: a Guerra Colonial em Angola (1961), na Guiné (1963) e em Moçambique (1964), os movimentos de libertação (MPLA, PAIGC, FRELIMO), o custo humano e financeiro do conflito, o isolamento internacional e a emigração, o marcelismo e a «evolução na continuidade», a DGS, o Congresso de Aveiro e o golpe das Caldas. 8 exercícios com soluções completas e cronologia essencial.
O que inclui esta ficha
- Revisão rápida: 1961, as três frentes, o custo da guerra, o marcelismo e a oposição
- Exercício 1: completar datas-chave (1961, 1963, 1964, 1968, 1974)
- Exercício 2: verdadeiro ou falso sobre frentes, Goa, emigração, censura e MFA
- Exercício 3: ligar elementos — MFA, PAIGC, DGS, «evolução na continuidade», retornados, isolamento
- Exercício 4: escolha múltipla sobre a duração da guerra, FRELIMO, primavera marcelista e Caldas
- Exercício 5: tabela frente / movimento / consequência para Portugal
- Exercício 6: interpretação de uma paráfrase de discurso de Marcelo Caetano (1969)
- Exercício 7: desenvolvimento escrito — guerra, isolamento e desgaste do regime
- Exercício 8: síntese sobre o marcelismo e o 25 de Abril
Competências que desenvolve: relacionar conflito colonial e política interna, interpretar um discurso político em contexto, avaliar custos de uma guerra prolongada e explicar ruturas políticas a partir de fatores estruturais.
Conteúdo programático: cobre os descritores do organizador 2 sobre o fomento colonial, o isolamento internacional, a emigração, a Guerra Colonial e o marcelismo — a modernização dos anos 60 e a crise final do regime — e prepara a ficha do 25 de Abril, do PREC e da descolonização.
Porque isto importa
A Guerra Colonial é o maior acontecimento da história portuguesa do século XX a seguir à implantação do Estado Novo: treze anos de combate em três territórios africanos, mais de cem mil militares mobilizados e um país transformado pela emigração, pela despesa e pelo medo. Perceber a sua lógica é perceber por que razão foi o exército — e não a oposição civil — a derrubar o regime, e por que razão a descolonização de 1975 foi tão rápida e tão conflituosa. É também a chave para entender as relações de Portugal com os PALOP e a memória do colonialismo, temas que continuam atuais.
Erros comuns
- Falar de «guerra em África» no singular: foram três frentes com lógicas militares e movimentos diferentes.
- Atribuir a queda do regime apenas à oposição política: foram as Forças Armadas, desgastadas pela guerra, que a executaram.
- Tratar o marcelismo como democratização: houve reformas, mas a censura, a polícia política e a guerra permaneceram.
- Inventar números: mortos, efectivos e despesa variam conforme as fontes — apresentam-se como estimativas.
Como usar esta ficha
Imprime as três páginas e resolve sem consultar a revisão. Faz o exercício 5 antes do 7: mapear as três frentes evita respostas genéricas sobre «a guerra». No exercício 6, sublinha «evolução» e «ordem» — a tensão entre as duas palavras é o programa do marcelismo e a razão do seu fracasso. Na correção, confirma se cada consequência aparece ligada a um mecanismo: despesa, emigração, isolamento ou divisão militar.