Recursos › 12.º Ano›História› Atividade de Fontes de História A — A Grande Guerra em Três Fontes (12.º Ano)

Atividade de Fontes de História A — A Grande Guerra em Três Fontes (12.º Ano)

12.º Ano📄 FichaHistória 3 páginas

Atividade de fontes de História A para o 12.º ano sobre a Grande Guerra, com três documentos de naturezas diferentes: um cartaz de recrutamento de 1914 (fonte icónica), uma carta de trincheira de um soldado do Corpo Expedicionário Português em 1917 (fonte epistolar) e as cláusulas do Tratado de Versalhes de 1919 (fonte normativa). Inclui tabela de caracterização, modelo de tratamento, seis questões de análise, grelha de avaliação e conclusão metodológica.

O que inclui esta atividade

  • Material, normas de trabalho e procedimento — como ler, registar e cruzar fontes em 50 minutos
  • Fonte A — descrição de um cartaz de recrutamento de 1914: o apelo direto ao indivíduo e a ausência da guerra real
  • Fonte B — paráfrase de uma carta do front (CEP, Flandres, 1917): frio, ruído, falta de sono e censura interior
  • Fonte C — cláusulas parafraseadas de Versalhes: artigo 231, limitações militares, perdas territoriais, reparações e SDN
  • Tabela de caracterização — tipo, produtor, data, destinatário, interesse e limite
  • Modelo de análise da Fonte A, para o aluno replicar nas restantes
  • Seis questões de análise e de cruzamento, mais uma questão de metodologia
  • Grelha de avaliação com cinco critérios e pesos

Competências que desenvolve

Selecionar e organizar informação de fontes de tipos diversos; distinguir fonte persuasiva, testemunhal e prescritiva; identificar produtor, destinatário e interesse; reconhecer omissões e silêncios; cruzar evidência de várias fontes para construir uma conclusão própria e fundamentada.

Conteúdo programático

Cobre o domínio «interpretação de fontes históricas para a construção da evidência histórica» e os conteúdos do organizador 1 sobre a Grande Guerra: guerra total, propaganda e mobilização, experiência de combate e Tratado de Versalhes. Articula-se com a ficha da Grande Guerra e com a AF dos totalitarismos, onde o artigo 231 é retomado como argumento político.

Porque isto importa

Os alunos chegam ao 12.º ano a saber que a guerra foi terrível e que Versalhes foi duro — mas raramente sabem como é que se prova isso. Esta atividade obriga a olhar para três operações distintas sobre o mesmo acontecimento: um cartaz que queria homens, uma carta que descreve o que um homem viveu, um tratado que decidiu o futuro de um país derrotado. Aprender a separar estas três coisas é o que distingue uma opinião de uma análise histórica — e é exatamente o que é pedido nos exames e na vida pública, quando se cita um documento para defender uma tese.

Erros comuns

  • Ler o cartaz como prova de que a guerra era vivida com entusiasmo: o cartaz prova o que se queria transmitir, não o que se sentia.
  • Tomar a carta do soldado como retrato de toda a guerra: é um testemunho individual, sujeito a censura e a memória seletiva.
  • Confundir o que o tratado decidiu com o que aconteceu depois (o incumprimento e a revisão são outra história).
  • Descrever a fonte sem a situar: sem produtor, data e destinatário não há análise, há resumo.

Como usar esta atividade

Distribui as três páginas e dá 10 minutos de leitura silenciosa — sem escrita. O primeiro passo é descrever o cartaz sem o interpretar: quem se vê, o que está escrito, o que não aparece. Só depois se preenche a tabela de caracterização. Nas questões 5 e 6 está o salto de qualidade: passar de «o que esta fonte diz» para «o que só as três provam». A grelha de avaliação serve para autoavaliação antes da entrega; o critério com mais peso é o uso de evidência identificada.

Explorar mais recursos

Recursos relacionados