Resumo 1 — Séculos XVII–XVIII: Antigo Regime, Absolutismo e Iluminismo (11.º Ano)
Resumo de História A para o 11.º ano sobre os séculos XVII e XVIII: a sociedade de ordens do Antigo Regime, o absolutismo e a sua justificação, o caminho parlamentar inglês, Portugal da Restauração ao ouro do Brasil, o mercantilismo e as dinâmicas coloniais, o Iluminismo e o despotismo esclarecido. Duas páginas com uma tabela comparativa entre absolutismo e parlamentarismo e um bloco «Para reter».
O que inclui este resumo
- Sociedade de ordens: clero, nobreza e terceiro estado — privilégios, fiscalidade e mobilidade social
- Absolutismo: direito divino, razão de Estado, corte, exército permanente e limites reais do poder régio
- Parlamentarismo inglês: 1649, Revolução Gloriosa de 1688 e Declaração de Direitos de 1689; Locke e o contrato
- Portugal: Restauração de 1640, absolutismo joanino, ouro do Brasil, tratado de Methuen e os estrangeirados
- Mercantilismo: metalismo, balança comercial, exclusivo colonial, companhias de comércio e tráfico atlântico
- Iluminismo: Montesquieu, Rousseau, a Enciclopédia e a crítica ao privilégio; despotismo esclarecido e reformas pombalinas
- Tabela comparativa: soberania, impostos, instituições, justificação e participação
- Erros frequentes com as datas essenciais e bloco final «Para reter»
Competências que desenvolve
Organizar informação histórica em categorias (política, sociedade, economia, cultura), comparar modelos políticos distintos e usar vocabulário histórico com precisão — ordens, soberania, direito divino, exclusivo colonial, despotismo esclarecido.
Conteúdo programático
Cobre os temas «A Europa dos Estados absolutos e a Europa dos parlamentos» e «Triunfo dos Estados e dinâmicas económicas nos séculos XVII e XVIII», incluindo a construção do império português do Atlântico e a reflexão iluminista. Serve de base às fichas 1 a 4 e de revisão para a AF sobre fontes do Antigo Regime e para o teste 1.
Porque isto importa
Este é o período em que se define a gramática política do mundo contemporâneo: de um lado, o poder que se justifica por si mesmo; do outro, o poder que tem de se justificar perante uma lei e uma assembleia. Compreender essa rutura é compreender de onde vêm a separação de poderes, a ideia de direitos naturais e a noção de que governar exige consentimento. Ao mesmo tempo, o resumo obriga a olhar para a outra face do período: a riqueza que financiava as cortes europeias vinha do ouro americano e do trabalho de pessoas escravizadas em África e nas Américas — as duas coisas são o mesmo processo histórico e é preciso nomeá-las juntas.
Erros comuns
- Descrever o absolutismo como poder ilimitado, esquecendo privilégios, finanças e poderes locais que o constrangiam.
- Tratar «ordem» e «classe» como sinónimos — a primeira define-se pelo nascimento e pelo estatuto jurídico.
- Confundir a Revolução Gloriosa (1688) com a guerra civil e a execução de Carlos I (1649): são momentos distintos, com desfechos distintos.
- Ver o mercantilismo como uma teoria económica única e coerente, em vez de um conjunto de políticas ao serviço do Estado.
- Considerar o despotismo esclarecido um liberalismo: reforma-se o Estado e mantém-se o absolutismo e a censura.
Como usar este resumo
Lê as secções pela ordem do programa (ordens → absolutismo → parlamentarismo → Portugal → mercantilismo → Iluminismo) e reconstrói o esquema em papel sem consultar. A tabela comparativa serve para responder a questões de comparação em exame; o bloco «Para reter» serve para a revisão da véspera. Se um ponto não se reconstruir de memória, volta à ficha correspondente da série em vez de reler o resumo todo.