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Ficha de História A — Revoluções Atlânticas e o Caso Português, 1807-1820 (11.º Ano)

11.º Ano📄 FichaHistória 3 páginas

Ficha de História A para o 11.º ano sobre as revoluções atlânticas e a crise do Antigo Regime em Portugal (1807-1820): a revolução americana e a revolução francesa como paradigma das revoluções liberais e burguesas, as invasões napoleónicas, a partida da corte para o Brasil, a abertura dos portos e a desarticulação económico-financeira luso-brasileira que conduz à revolução liberal de 1820. 8 exercícios e soluções.

O que inclui esta ficha

  • A revolução americana: representação, Declaração de Independência (1776) e Constituição de 1787
  • A revolução francesa: Estados Gerais, 1789, Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, república
  • Cronologia de Portugal entre 1807 e 1820: invasões, corte no Brasil, Linhas de Torres
  • Abertura dos portos do Brasil (1808) e tratados de comércio de 1810
  • Brasil elevado a Reino Unido (1815) e execução de Gomes Freire (1817)
  • A desarticulação económico-financeira: guerra, monopólio perdido, dívida e inflação
  • 8 exercícios de tipo diversificado, com soluções completas

Competências que desenvolve: Identificar o paradigma liberal e burguês nas revoluções americana e francesa, ordenar acontecimentos e estabelecer relações de causalidade entre guerra, perda do monopólio colonial e rutura política de 1820.

Conteúdo programático: Organizador «A Europa e o mundo no início do século XIX» e tema «A revolução liberal portuguesa»: reconhecer na revolução americana e francesa o paradigma das revoluções liberais e burguesas; analisar o processo revolucionário português no contexto das invasões napoleónicas, da saída da corte para o Brasil e da desarticulação económico-financeira luso-brasileira; aplicar os conceitos soberania nacional e constituição, preparando os conceitos carta constitucional, vintismo, cartismo, setembrismo e cabralismo.

Porque isto importa

Este é o tema em que a história do mundo e a história de Portugal se cruzam de forma visível: as ideias que justificaram 1776 e 1789 chegam a Portugal por via indireta — através de uma guerra que destrói o reino, de uma corte que foge para o Brasil e de um império que se desfaz comercialmente. Perceber a sequência 1807-1808-1810-1815-1820 é a chave de quase todas as questões de causalidade do 11.º ano: sem a perda do monopólio brasileiro não se explica a crise financeira, e sem essa crise não se explica a revolução de 1820. A ficha treina também a competência de ordenar e de relacionar, que vale pontos em exame e evita respostas soltas.

Erros comuns

  • Dizer que a corte portuguesa «fugiu» para o Brasil em 1808 — partiu em novembro de 1807, antes da chegada de Junot a Lisboa.
  • Confundir a abertura dos portos (1808) com a elevação do Brasil a Reino Unido (1815).
  • Atribuir o fim do exclusivo colonial apenas aos tratados de 1810, ignorando a abertura dos portos de 1808.
  • Tratar a revolução de 1820 como uma rutura republicana: é liberal e monárquica, e convoca Cortes constituintes.

Como usar esta ficha

Imprime a ficha e resolve os exercícios sem consultar as soluções. Só depois de terminar compara as respostas com as soluções incluídas no final do PDF — é nessa comparação que se identifica o que ainda precisa de revisão. Se um exercício ficar errado, vale a pena voltar à matéria correspondente antes de avançar.

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