Ficha de História A — Portugal Periférico: Regeneração e Cultura Finissecular (11.º Ano)
Ficha de História A para o 11.º ano sobre Portugal como sociedade capitalista periférica: a Regeneração (1851-1880) e o fontismo, o rotativismo e as causas limitativas da industrialização; a depressão e a crise finissecular (1880-1914) — fim do ciclo das obras públicas, Ultimato britânico (1890), bancarrota de 1892, emigração e crescimento do republicanismo; e os caminhos da cultura, do positivismo ao realismo, impressionismo e Arte Nova. 8 exercícios e soluções.
O que inclui esta ficha
- Economia periférica: exportação primária, défice comercial e dependência financeira
- Regeneração (1851) e fontismo: caminhos de ferro (1856), estradas, telégrafo, portos
- Crédito, sociedades anónimas, Código Civil e abolição da pena de morte civil (1867)
- Rotativismo entre os partidos Regenerador e Histórico
- Causas limitativas: mercado pequeno, falta de capital e técnica, concorrência externa, analfabetismo
- Crise finissecular: Ultimato (1890), bancarrota (1892), emigração, republicanismo
- Cultura: positivismo e evolucionismo, realismo e naturalismo, impressionismo, Arte Nova, Geração de 70
- 8 exercícios de tipo diversificado, com soluções completas
Competências que desenvolve: Relacionar condição económica periférica e fragilidade política, avaliar um programa de modernização pelas suas condições de sucesso, interpretar acontecimentos-símbolo (o Ultimato) e articular transformações sociais com produções culturais.
Conteúdo programático: Organizador «A civilização industrial — economia e sociedade»: analisar Portugal como sociedade capitalista periférica, caracterizando a Regeneração e as suas causas limitativas e a dicotomia depressão/expansão entre 1880 e 1914; reconhecer os caminhos da cultura do período (positivismo, realismo, impressionismo, Arte Nova) e o esgotamento da monarquia constitucional.
Porque isto importa
Este é o tema que fecha o ciclo da História A: depois de estudar a industrialização europeia, olha-se para Portugal e vê-se o outro lado da divisão internacional do trabalho. A Regeneração é um bom estudo de caso porque reúne tudo o que pode correr bem e mal num programa de modernização: infraestruturas e crédito a funcionar, mas sem mercado, sem escola e sem indústria própria — e, por isso, com dívida a crescer. O Ultimato de 1890 é a data que transforma essa fragilidade económica em crise política e abre caminho ao republicanismo e a 1910. A cultura finissecular, por sua vez, mostra que a arte e o pensamento do período não são decoração do programa: são a crítica dele.
Erros comuns
- Apresentar o fontismo como um sucesso: construiu infraestruturas, mas endividou o Estado sem criar base industrial.
- Descrever o rotativismo como democracia partidária: era alternância negociada, com eleições controladas pelo Governo.
- Confundir a data do Ultimato (1890) com a da bancarrota (1892).
- Reduzir a cultura do período ao realismo, esquecendo positivismo, impressionismo e Arte Nova.
Como usar esta ficha
Imprime a ficha e resolve os exercícios sem consultar as soluções. Só depois de terminar compara as respostas com as soluções incluídas no final do PDF — é nessa comparação que se identifica o que ainda precisa de revisão. Se um exercício ficar errado, vale a pena voltar à matéria correspondente antes de avançar.