Ficha de História A — O Capitalismo Industrial e as Crises Cíclicas (11.º Ano)
Ficha de História A para o 11.º ano sobre o capitalismo industrial e as crises cíclicas: propriedade privada e trabalho assalariado, sociedade anónima e concentração empresarial, os desfasamentos da industrialização (Grã-Bretanha, Bélgica e França, Alemanha e EUA, Rússia e Japão), o mecanismo das crises (1825, 1847, 1873) e a passagem do livre-cambismo ao protecionismo, com a divisão internacional do trabalho. 8 exercícios e soluções.
O que inclui esta ficha
- O que define o capitalismo industrial: propriedade, salário, mercado, lucro e reinvestimento
- Novas formas empresariais: sociedade anónima, bolsa, banca, cartéis e trustes
- Desfasamentos cronológicos da industrialização e segunda revolução industrial
- O mecanismo das crises cíclicas e as datas de referência (1825, 1847, 1873)
- Livre-cambismo: Adam Smith, Corn Laws (1846) e Cobden-Chevalier (1860)
- Regresso do protecionismo nos anos 1870-1890
- Divisão internacional do trabalho e deterioração dos termos de troca
- 8 exercícios de tipo diversificado, com soluções completas
Competências que desenvolve: Caracterizar um sistema económico com vocabulário próprio, explicar desigualdades de desenvolvimento com fatores estruturais e analisar criticamente um mecanismo económico (os termos de troca) a partir de dados qualitativos.
Conteúdo programático: Organizador «A civilização industrial — economia e sociedade»: analisar o capitalismo industrial, identificando desfasamentos cronológicos na industrialização, explicando as crises cíclicas e relacionando o livre-cambismo com a divisão internacional do trabalho; aplicar os conceitos capitalismo industrial, mercado nacional, livre-cambismo e concentração capitalista.
Porque isto importa
Este tema dá vocabulário ao resto do organizador 3. Sem perceber o que é o capitalismo industrial — propriedade privada, salário, produção para o mercado, reinvestimento — não se compreende nem a sociedade de classes, nem o movimento operário, nem a posição periférica de Portugal. As crises cíclicas são especialmente úteis: explicam porque é que o século XIX alterna euforia e pânico, e porque é que a expansão colonial se intensifica precisamente quando os mercados internos se retraem. A divisão internacional do trabalho, por sua vez, é a chave para responder a questões de comparação entre centro e periferia sem recorrer a lugares-comuns: o argumento está nos termos de troca, não na «falta de iniciativa» dos países pobres.
Erros comuns
- Chamar «revolução industrial» a todo o século XIX: há uma primeira onda (carvão, vapor, algodão) e uma segunda (aço, química, eletricidade), a partir de 1870.
- Dizer que a Alemanha se industrializou antes da Grã-Bretanha — chegou tarde e depressa, com apoio do Estado e dos bancos.
- Confundir livre-cambismo com ausência de política económica: o Estado negocia tratados e desmonta tarifas.
- Explicar a pobreza da periferia por «atraso cultural» em vez de termos de troca, dependência de capital e especialização em matérias-primas.
Como usar esta ficha
Imprime a ficha e resolve os exercícios sem consultar as soluções. Só depois de terminar compara as respostas com as soluções incluídas no final do PDF — é nessa comparação que se identifica o que ainda precisa de revisão. Se um exercício ficar errado, vale a pena voltar à matéria correspondente antes de avançar.