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Ficha de História A — Arranque Industrial e Pombalismo (11.º Ano)

11.º Ano📄 FichaHistória 3 páginas

Ficha de História A para o 11.º ano sobre o arranque da industrialização e o pombalismo: as condições económicas, sociais e políticas que permitiram a revolução industrial em Inglaterra (capital colonial, cercamentos, carvão, mercado interno, garantia da propriedade, inovação técnica) e a política económica e social de Pombal em Portugal — companhias monopolistas, Junta do Comércio, fábricas régias, reforma da Universidade — com balanço crítico. 8 exercícios e soluções.

O que inclui esta ficha

  • As condições do arranque industrial: capital, mão de obra, recursos, mercado, política e técnica
  • Manufatura e fábrica: energia, organização do trabalho e escala
  • Setores pioneiros: algodão, metalurgia e minas
  • Portugal antes de Pombal: ouro do Brasil e tratado de Methuen (1703)
  • Política pombalina: Companhia do Grão-Pará e Maranhão (1755), Junta do Comércio (1755), Marinha Grande (1769), Real Mesa Censória (1768), Universidade de Coimbra (1772)
  • Terramoto de 1755 e reconstrução de Lisboa
  • 8 exercícios de tipo diversificado, com soluções completas

Competências que desenvolve: Relacionar fatores económicos, sociais e políticos na explicação de uma transformação produtiva, distinguir modelos de organização do trabalho, avaliar os efeitos de políticas económicas de Estado e argumentar sobre o alcance limitado da modernização pombalina.

Conteúdo programático: Organizador «A Europa nos séculos XVII e XVIII — sociedade, poder e dinâmicas coloniais», tema «Triunfo dos Estados e dinâmicas económicas nos séculos XVII e XVIII»: analisar as condições que favoreceram o arranque da industrialização na Europa, salientando o caso inglês; formular hipóteses explicativas sobre os efeitos das políticas económicas dos Estados; explicar a política económica e social pombalina, relacionando-a com a conjuntura europeia e com o contexto português; aplicar os conceitos capitalismo comercial, manufatura, bolsa de valores, mercado nacional, revolução industrial e protecionismo.

Porque isto importa

Este é o tema que explica porque é que a Europa muda de século e Portugal não muda ao mesmo ritmo. A revolução industrial não foi uma invenção isolada: foi o resultado de condições que se acumularam — capital do comércio colonial, mão de obra expulsa do campo, carvão barato, mercado interno integrado, leis que protegiam quem investia. Perceber essa combinação permite responder às questões de análise sem decorar listas. Do lado português, o pombalismo mostra o contrário: um Estado que intervém com energia, cria companhias e fábricas, reforma a Universidade — e ainda assim não industrializa o país, porque mantém a base colonial da receita. É o exemplo perfeito de política económica modernizadora dentro de uma estrutura antiga.

Erros comuns

  • Dizer que a revolução industrial foi apenas uma invenção técnica — foi também, e sobretudo, uma transformação social e económica.
  • Confundir manufatura (oficina, trabalho manual) com fábrica (máquinas, concentração, disciplina).
  • Atribuir a Pombal a industrialização do país: houve fomento manufactureiro, não industrialização.
  • Ignorar Methuen (1703) ao explicar a debilidade da manufatura portuguesa.

Como usar esta ficha

Imprime a ficha e resolve os exercícios sem consultar as soluções. Só depois de terminar compara as respostas com as soluções incluídas no final do PDF — é nessa comparação que se identifica o que ainda precisa de revisão. Se um exercício ficar errado, vale a pena voltar à matéria correspondente antes de avançar.

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