Ficha de História A — O Estado Novo (1933-1974) (12.º Ano)
Ficha de História A para o 12.º ano sobre o Estado Novo: a Constituição de 1933 e a arquitetura do regime, o corporativismo do Estatuto do Trabalho Nacional, a PIDE e o Tarrafal, a censura e a propaganda do SPN/SNI, a Mocidade Portuguesa, a política económica do condicionamento industrial aos planos de fomento, o Acto Colonial e a Concordata de 1940, e a comparação com os fascismos europeus. 8 exercícios com soluções completas e cronologia essencial.
O que inclui esta ficha
- Revisão rápida: a arquitetura institucional do regime e as quatro dimensões (política, económica, cultural, repressiva)
- Exercício 1: completar datas-chave (1933, 1932, 1936, 1940)
- Exercício 2: verdadeiro ou falso sobre Câmara Corporativa, greves, censura e doutrina racial
- Exercício 3: ligar conceitos — corporativismo, autoritarismo, censura prévia, condicionamento industrial, Acto Colonial, PIDE
- Exercício 4: escolha múltipla sobre a Constituição de 1933, o lema do regime, o Tarrafal e os planos de fomento
- Exercício 5: tabela instrumento/efeito por dimensão do regime
- Exercício 6: interpretação de uma paráfrase de um discurso de Salazar sobre o corporativismo
- Exercício 7: desenvolvimento escrito — Estado Novo versus fascismos italiano e alemão
- Exercício 8: síntese sobre censura, propaganda e longevidade do regime
Competências que desenvolve: caracterizar um regime político nas suas várias dimensões, interpretar um discurso ideológico em contexto, comparar modelos autoritários e distinguir semelhanças de instrumento de identidades de doutrina.
Conteúdo programático: cobre o organizador «Crises, embates ideológicos e mutações culturais» no tema «Portugal: o Estado Novo» — as soluções políticas, económicas, sociais e culturais do regime, a sua aproximação e distância face aos modelos fascistas e o aparelho repressivo — e prepara as fichas seguintes sobre o Estado Novo do pós-guerra e o marcelismo.
Porque isto importa
O Estado Novo durou 41 anos e ainda hoje organiza a memória coletiva portuguesa: explica o atraso industrial, o analfabetismo, a emigração em massa, o medo da polícia e a relação ambígua com o império colonial. Estudá-lo obriga a resistir a duas simplificações opostas: a de que foi apenas «um fascismo atrasado» e a de que foi «só uma ditadura conservadora». É as duas coisas em proporções próprias — e saber dizer em quê é o que se avalia. Também é o regime que o 25 de Abril derruba: sem esta ficha, a seguinte não se percebe.
Erros comuns
- Chamar «fascista» sem qualificar: o Estado Novo tem instrumentos fascistas, mas nasce de um golpe militar, sem partido de massas nem milícia própria.
- Dizer que a União Nacional era um partido de massas — era uma máquina administrativa de enquadramento das elites locais.
- Confundir Câmara Corporativa (interesses profissionais) com Assembleia Nacional (sufrágio restrito).
- Tratar a censura como o único instrumento de controlo: sem a PIDE e sem o controlo económico e escolar, a censura não bastaria.
Como usar esta ficha
Imprime as três páginas e resolve sem consultar a revisão. Faz o exercício 5 antes do 7: a tabela obriga-te a separar instrumento de efeito, que é exatamente o que o exercício de comparação exige. No exercício 6, sublinha as expressões «colaboração organizada» e «autoridade do Estado» — mostram como um discurso de harmonia social serve para retirar direitos. Na correção, confirma se cada dimensão do regime aparece com instrumento concreto e não apenas com adjetivos.