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Atividade de Fontes de História A — Debate e Síntese: Proibir ou Regular o Trabalho de Menores (11.º Ano)

11.º Ano📄 FichaHistória 3 páginas

Atividade de fontes de História A para o 11.º ano: um debate multiperspetiva com síntese escrita sobre a resposta do Estado ao trabalho de menores nas fábricas em 1891 — proibir ou apenas regulamentar e fiscalizar? Inclui quatro posições de época parafraseadas, grelha de argumentos, esqueleto da síntese em seis momentos e grelha de avaliação do debate.

O que inclui esta atividade

  • A questão em debate: proibir o trabalho de menores ou regulamentá-lo (idade mínima, limite de horas, fiscalização)?
  • Quatro posições de época, parafraseadas: industrial têxtil, médico inspetor, mãe operária e deputado da maioria
  • Normas de debate: defesa da posição atribuída, evidência obrigatória, ataque ao argumento e não à pessoa
  • Procedimento cronometrado de 60 minutos: preparação, exposições, argumentação, réplica, síntese e avaliação
  • Grelha de argumentos: tese, dois argumentos com evidência, objeção previsível e resposta
  • Esqueleto da síntese em seis momentos, com número de linhas por momento
  • Grelha de avaliação do debate com três níveis em quatro critérios
  • Quatro questões finais, incluindo a passagem do passado ao presente

Competências que desenvolve

Argumentar com evidência, defender uma posição que não é a própria, reconstruir o raciocínio do adversário, distinguir o juridicamente possível na época do desejável e escrever uma síntese que integre contra-argumento e resposta.

Conteúdo programático

Concretiza os domínios «interpretação de fontes», «multiperspetiva» e «comunicação em História», com as ações estratégicas de debater, argumentar e construir síntese escrita. Articula-se com a industrialização e a questão operária (fichas 9 e 10 da série) e a legislação social do final do século XIX.

Porque isto importa

Esta é a competência que mais se usa fora da escola: sustentar uma posição com provas, ouvir o lado contrário e responder-lhe sem o distorcer. Em História, o exercício tem uma dificuldade extra — cada posição tem de ser compreendida no seu tempo, sem lhe impor o que hoje nos parece evidente. O industrial de 1891 não era apenas ganancioso: argumentava com a concorrência externa e com o rendimento das famílias; o médico não era apenas humanitário: descrevia corpos que se destruíam antes de crescer. Perceber a força de cada argumento é o que permite depois decidir — e é também o que impede duas armadilhas simétricas: o julgamento moral fácil do passado e a indiferença ao que nele estava errado.

Erros comuns

  • Trocar a posição atribuída pela opinião pessoal a meio do debate — isso destrói o exercício de multiperspetiva.
  • Responder ao adversário com «é evidente que…» em vez de citar o argumento dele e mostrar onde falha.
  • Escrever uma síntese que é só a repetição da própria tese, sem contra-argumento nem resposta.
  • Julgar 1891 com critérios de hoje («era óbvio que era errado»), ignorando que a lei aprovada nesse ano foi a primeira a regular o trabalho de menores em Portugal.

Como usar esta atividade

Imprime as três páginas: a primeira tem a questão, as normas e o procedimento cronometrado; a segunda tem as quatro posições e a grelha de argumentos; a terceira tem o esqueleto da síntese e a grelha de avaliação. Prepara o debate na aula anterior se quiseres os grupos já formados — a preparação dentro da aula consome 10 dos 60 minutos. As sínteses finais podem ser avaliadas com a grelha da página 3, o que poupa tempo de correção e dá aos alunos critérios explícitos.

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