Atividade de Fontes de História A — O Antigo Regime e o Mercantilismo (11.º Ano)
Atividade de fontes de História A para o 11.º ano sobre a economia do Antigo Regime português: três fontes de tipos diferentes — o tratado de Methuen (1703), o alvará de criação da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão (1755) e um texto de opinião de D. Luís da Cunha sobre a dependência do ouro. Com protocolo de trabalho, tabela de caracterização das fontes, modelo de análise e seis questões de análise crítica.
O que inclui esta atividade
- Protocolo completo: objetivo, material, normas de trabalho e procedimento em cinco passos
- Fonte A — tratado de Methuen (1703), cláusulas comerciais parafraseadas
- Fonte B — alvará da Companhia do Grão-Pará e Maranhão (1755): exclusivo e obrigação de fornecimento de mão de obra escravizada
- Fonte C — D. Luís da Cunha: crítica da dependência do ouro brasileiro
- Tabela de caracterização: tipo, produtor, data, interesse e limite de cada fonte
- Modelo de análise da fonte normativa (o que prescreve e o que não diz)
- Seis questões de análise, cruzamento de fontes e crítica metodológica
Competências que desenvolve
Interpretar fontes de tipos diferentes, distinguir norma de prática, identificar o interesse de quem produz o documento e construir evidência histórica por triangulação.
Conteúdo programático
Concretiza o domínio «interpretação de fontes históricas para a construção da evidência histórica» e as ações estratégicas de selecionar, organizar e analisar fontes de diversos tipos, formular hipóteses e trabalhar a pares. Articula-se com os temas «A Europa dos Estados absolutos e a Europa dos parlamentos» e «Triunfo dos Estados e dinâmicas económicas nos séculos XVII e XVIII».
Porque isto importa
Aprendemos história a partir de vestígios, não de opiniões — e esta atividade treina isso com documentos que dizem coisas diferentes sobre a mesma economia. Um tratado mostra o que dois Estados acordaram; um alvará mostra o que a Coroa mandou; um diplomata mostra o que alguém temia. Nenhum deles, sozinho, prova o que acontecia: quem quiser saber se o exclusivo colonial era cumprido tem de confrontar a norma com registos de alfândega, com o contrabando e com a correspondência dos agentes. É exatamente a competência que os exames pedem quando apresentam um documento e perguntam «que conclusões pode tirar o historiador?» — e a que distingue uma resposta boa de uma resposta que apenas resume o texto.
Erros comuns
- Tratar uma norma como prova de cumprimento: o alvará de 1755 prova que o monopólio foi concedido, não que foi eficaz.
- Ler a fonte A como simples «troca de vinhos por panos», sem identificar quem perdeu — a manufatura têxtil portuguesa.
- Interpretar a fonte B apenas como medida económica, apagando a cláusula que transforma pessoas em mão de obra fornecida por contrato.
- Citar o autor da fonte C como se fosse um dado: é uma opinião fundamentada, não uma estatística.
Como usar esta atividade
Imprime as três páginas. A primeira é o protocolo (lê-o antes de começar); a segunda tem as fontes e a tabela de caracterização; a terceira tem as questões e a conclusão-chave. Resolve primeiro a tabela, só depois as questões — a tabela obriga a olhar para cada fonte antes de a interpretar. No fim, escreve a conclusão de cinco linhas e compara-a com a conclusão-chave da página 3.