Ficha de História A — O Iluminismo e a Construção da Modernidade (11.º Ano)
Ficha de História A para o 11.º ano sobre o Iluminismo e a construção da modernidade europeia: a confiança na razão e no progresso, o contributo da revolução científica, o programa político das Luzes (divisão de poderes em Montesquieu, soberania popular em Rousseau, tolerância em Voltaire), a Enciclopédia, a difusão das ideias e as suas resistências — censura, despotismo esclarecido e estrangeirados em Portugal. 8 exercícios e soluções.
O que inclui esta ficha
- Razão, crítica, tolerância e progresso: o programa iluminista
- Newton e a revolução científica; Locke e o empirismo
- Montesquieu e a divisão de poderes (1748)
- Rousseau e a soberania popular (1762); Voltaire e a tolerância
- A Enciclopédia de Diderot e D’Alembert (1751-1772)
- Difusão e censura: salões, academias, Real Mesa Censória (1768)
- Despotismo esclarecido e reforma da Universidade de Coimbra (1772)
- 8 exercícios de tipo diversificado, com soluções completas
Competências que desenvolve: Identificar teses filosóficas e relacioná-las com instituições políticas, distinguir legitimidade divina de legitimidade consentida, avaliar a difusão das ideias em contexto de censura e explicar o contributo das Luzes para a modernidade europeia.
Conteúdo programático: Organizador «A Europa nos séculos XVII e XVIII — sociedade, poder e dinâmicas coloniais», tema «A afirmação das Luzes e a construção da modernidade europeia»: valorizar o contributo dos progressos do conhecimento e da afirmação da filosofia das Luzes para a construção da modernidade europeia; aplicar os conceitos iluminismo, soberania popular e divisão de poderes.
Porque isto importa
O Iluminismo é o momento em que a Europa começa a discutir em público quem tem o direito de mandar. A pergunta parece abstrata, mas tem consequências práticas imediatas: se a legitimidade vem da razão e do consentimento, então o privilégio hereditário, a censura e o direito divino perdem fundamento — e é precisamente esse vocabulário que as revoluções americana e francesa vão usar. Esta ficha interessa também porque mostra as Luzes no seu contexto real: circulavam em salões e gazetas, mas enfrentavam índices de livros proibidos, e alguns reis adoptaram reformas iluminadas sem abdicar do poder absoluto. Perceber essa tensão evita a visão simplista de um século XVIII apenas «revolucionário» — e prepara o tema seguinte.
Erros comuns
- Resumir o Iluminismo a «anticlericalismo»: a crítica de Voltaire dirige-se ao fanatismo e à Igreja instituída, não a toda a religião.
- Confundir Montesquieu (divisão de poderes) com Rousseau (soberania popular) — são teses complementares, mas distintas.
- Chamar «liberal» a um déspota esclarecido: reformava sem constituição nem parlamento.
- Esquecer a censura: as ideias circulavam, mas com obstáculos reais, incluindo em Portugal (Real Mesa Censória, 1768).
Como usar esta ficha
Imprime a ficha e resolve os exercícios sem consultar as soluções. Só depois de terminar compara as respostas com as soluções incluídas no final do PDF — é nessa comparação que se identifica o que ainda precisa de revisão. Se um exercício ficar errado, vale a pena voltar à matéria correspondente antes de avançar.