Ficha de História A — Absolutismo Joanino e Parlamentarismo Inglês (11.º Ano)
Ficha de História A para o 11.º ano sobre o absolutismo joanino e o parlamentarismo inglês: as razões do sucesso do absolutismo de D. João V (receita colonial, aparelho burocrático, controlo da Igreja, prestígio) e a recusa inglesa do absolutismo — Parlamento, Bill of Rights de 1689 e a fundamentação de Locke — 8 exercícios e soluções.
O que inclui esta ficha
- As razões do sucesso do absolutismo joanino: receita do ouro, açúcar e tabaco
- O aparelho burocrático: conselhos, secretarias de Estado (1736), corregedores e provedores
- Exército, diplomacia e Igreja: padroado e Patriarcado de Lisboa (1716)
- Prestígio e corte: Mafra, Academia Real da História (1720), etiqueta e mecenato
- A recusa inglesa: Parlamento, common law, 1628, guerra civil, 1688-1689
- Locke: contrato, consentimento, direitos naturais e direito de resistência
- 8 exercícios de tipo diversificado, com soluções completas
Competências que desenvolve: Relacionar a organização do poder político com os recursos financeiros que o sustentam, caracterizar um aparelho burocrático de Estado, comparar dois modelos de legitimidade do poder e interpretar a argumentação política de Locke.
Conteúdo programático: Organizador «A Europa nos séculos XVII e XVIII — sociedade, poder e dinâmicas coloniais», tema «A Europa dos Estados absolutos e a Europa dos parlamentos»: analisar as razões do sucesso do absolutismo joanino e a criação de um aparelho burocrático a partir do século XVII; compreender a recusa do absolutismo na sociedade inglesa à luz da fundamentação do parlamentarismo em Locke; aplicar os conceitos monarquia absoluta e parlamento.
Porque isto importa
Este é o tema onde o 11.º ano mostra que o poder político tem contabilidade: o absolutismo português não se explica só pela teoria do direito divino — explica-se pelo ouro que dispensava o rei de negociar impostos. Perceber isso torna imediatamente compreensível porque é que a mesma época produziu dois resultados opostos em Lisboa e em Londres. É também a primeira formulação da ideia que atravessa todo o programa seguinte: o poder pode ser consentido. Locke aparece aqui, e não por acaso, antes das revoluções americana e francesa — as duas vão citar o seu vocabulário. Quem domina o par receita/burocracia e o par Parlamento/consentimento resolve com facilidade as questões de comparação que os exames gostam de colocar.
Erros comuns
- Explicar o absolutismo apenas pelo direito divino, esquecendo a base material: receita colonial e aparelho administrativo.
- Dizer que D. João V governou com Cortes — não as convocou, e é essa ausência que caracteriza o regime.
- Confundir a guerra civil inglesa com a Revolução Gloriosa: a primeira executa o rei em 1649, a segunda depõe Jaime II em 1688.
- Atribuir a Locke a defesa da monarquia absoluta — a sua tese é exatamente a contrária: consentimento e direito de resistência.
Como usar esta ficha
Imprime a ficha e resolve os exercícios sem consultar as soluções. Só depois de terminar compara as respostas com as soluções incluídas no final do PDF — é nessa comparação que se identifica o que ainda precisa de revisão. Se um exercício ficar errado, vale a pena voltar à matéria correspondente antes de avançar.