Atividade de História A — Debate Multiperspetiva e Narrativa Sintética (10.º Ano)
Atividade de História A para o 10.º ano: debate multiperspetiva e narrativa sintética — protocolo de debate com evidência obrigatória (equipas, moção, grelha de avaliação) e escrita de síntese em 5 parágrafos.
O que inclui esta atividade
- Moção proposta e organização de equipas (defesa, crítica, júri)
- Anatomia do argumento: tese → evidência → razão + steel-man
- Regulamento do debate (abertura, réplicas, trépicas, encerramentos)
- Tabelas de argumentos e grelha de avaliação (0–2 × 4 critérios)
- Modelo de argumento trabalhado + esqueleto da síntese de 5 parágrafos
- 6 perguntas de análise, de multiperspetiva à transferência para exame
Competências que desenvolve: Argumentar com fontes em formato oral, avaliar discursos com critérios, formular contra-argumentos fortes e converter discussão em narrativa histórica escrita — os domínios «interpretação de fontes» e «comunicação em História».
Conteúdo programático: Ações estratégicas transversais das AE de História A (debates com sustentação de afirmações, discurso argumentativo, sínteses e comunicação, auto/heteroavaliação) e descritor «comunicação em História: narrativa histórica» — aplicável aos 3 organizadores.
Porque isto importa
O exame nacional não pede opiniões — pede argumentos com evidência, e é exatamente o que esta atividade treina em público. A estrutura tese → evidência → razão é a mesma da frase de desenvolvimento que vale pontos, e o steel-man (responder ao melhor contra-argumento) é o que separa uma resposta madura de uma resposta de folha. A passagem do debate para a síntese escrita mostra que oralidade e escrita são o mesmo raciocínio em modos diferentes — e a grelha de avaliação (com «respeito» como critério) cumpre as competências do Perfil sem didatismo. Pode ainda servir de ensaio direto da prova global: a questão de síntese é este protocolo, a sós, em dez minutos.
Erros comuns
- Argumentar sem citar fonte — opinião solta perde a evidência (e o critério).
- Atacar a versão fraca do outro (espantalho) em vez da mais forte.
- Esquecer a conclusão dialética («beneficiou… mas») — a síntese não é meio-termo, é resposta.
- Não respeitar tempos e turnos — quebra o critério de respeito.
Como usar esta atividade
Imprime as três páginas. Prepara os argumentos da tua equipa na Tabela B com as fontes à mão (fichas e AFs anteriores), debate com o cronómetro e delibera com a grelha. A síntese faz-se depois, individualmente, seguindo o esqueleto da página 2 — ela é a tua prova de que o debate produziu conhecimento, não barulho.