Atividade de Fontes de História A — A Expansão em Três Fontes (10.º Ano)
Atividade de fontes de História A para o 10.º ano: a expansão portuguesa em três fontes — carta de rota, relato de viagem e dados demográficos do tráfico — com crítica, cruzamento e análise dos silêncios (vozes ausentes).
O que inclui esta atividade
- Fonte cartográfica: carta de rota (projeto e omissão do interior)
- Fonte literária: Roteiro da 1.ª viagem (experiência e olhar do comerciante)
- Fonte estatística: estimativas modernas do tráfico (≈ 12,5 milhões) — a fonte-número de escala
- Tabela de caracterização com a coluna «quem está ausente»
- Tratamento modelo da fonte quantitativa (arquivo, método, margem)
- 6 perguntas: projeto, experiência, custo e vozes ausentes
Competências que desenvolve: Analisar fontes de épocas diferentes sobre o mesmo acontecimento, avaliar a credibilidade de fontes quantitativas, nomear silêncios estruturais e construir afirmações que só o cruzamento permite.
Conteúdo programático: Domínio «Interpretação de fontes históricas» — fontes do Organizador 3 (sécs. XV–XVI) com multiperspetiva; ações estratégicas: fontes de diferentes pontos de vista, dados históricos e organização sistematizada.
Porque isto importa
A expansão tem três fontes típicas que contam três histórias diferentes: o mapa planeia, o marinheiro descreve, os números medem — e nenhum deles fala por quem foi capturado. Esta atividade treina duas competências que o exame nacional cobra em fontes modernas: (1) a distância temporal (uma fonte sobre o passado escrita hoje tem método, não testemunho — e isso é legítimo, desde que declarado); (2) o silêncio como prova (as vozes ausentes explicam quem mandava no arquivo). O cruzamento projeto/experiência/custo é o formato de qualquer boa questão de análise — e prepara a prova global, onde a expansão e o tráfico aparecem com fontes sempre.
Erros comuns
- Tratar a fonte moderna como «anacrónica» — o que importa é a sua declaração de método.
- Acreditar no relato sem notar o juízo sobre os locais («de pouca fé»).
- Ler o mapa como retrato neutro — é projeto imperial (o que se traça, se reivindica).
- Esquecer as vozes ausentes — o silêncio das três fontes é informativo.
Como usar esta atividade
Imprime as três páginas. Lê as fontes e preenche a tabela sem consultar o tratamento; depois compara com o modelo da página 2. As perguntas da página 3 escrevem-se citando as fontes — e o último parágrafo (as vozes ausentes) é o mais importante: é aí que a crítica se completa.