Atividade de Fontes de História A — Fontes Medievais Portuguesas (10.º Ano)
Atividade de fontes de História A para o 10.º ano: foral, crónica e imunidade — três fontes medievais portuguesas com análise pelas 4 perguntas da crítica e o 5.º critério: que poder documenta cada uma.
O que inclui esta atividade
- Fonte A: cláusulas típicas de foral régio (deveres e direitos dos vizinhos)
- Fonte B: crónica no estilo das de D. Afonso Henriques (povoamento, privilégios, providência)
- Fonte C: cláusula de imunidade eclesiástica (isenção do poder régio)
- Tabela de caracterização com a coluna «que poder documenta»
- Tratamento modelo aplicado ao foral e cruzamento das três vozes
- 6 perguntas de análise, de contratos a tensões de poder
Competências que desenvolve: Interpretar diplomática e crónica, separar deveres de direitos num contrato medieval, identificar o interesse de cada produtor e cruzar fontes para reconstruir a tríade coroa–concelho–senhorio.
Conteúdo programático: Domínio «Interpretação de fontes históricas» — fontes do Organizador 2 (sécs. XIII–XIV: espaços, poderes, vivências); ações estratégicas: analisar fontes de diferentes pontos de vista e organizar informação de forma sistematizada.
Porque isto importa
Se a AF 1 ensinou o método, esta aplica-o ao terreno português: o foral é o documento que dá voz ao poder régio a negociar com os concelhos — e é preciso lê-lo como contrato, não como lista de curiosidades. O quinto critério («que poder documenta?») é a grande conquista desta atividade: na Idade Média, a fonte nunca é neutra porque o poder está pulverizado (coroa, município, senhorio/clero) — e é isso que as três fontes demonstram quando cruzadas. Em exame, as mini-fontes medievais (forais, crónicas) aparecem com fórmulas arcaicas exatamente destas — e quem treinou as 4+1 perguntas não se assusta com «móoino» ou «lícito». Prepara também a prova global, onde a leitura de fontes é questão garantida.
Erros comuns
- «Corrigir» a língua arcaica em vez de interpretá-la.
- Ler o foral como descrição social (ele regista direitos de quem negoceia, não a vida de todos).
- Esquecer o interesse da crónica (glória + providência).
- Uma fonte isolada em vez do cruzamento das três vozes.
Como usar esta atividade
Imprime as três páginas. Lê as fontes em voz alta com a dupla, preenche a tabela e tenta o tratamento do foral sem olhar para o modelo. As perguntas da página 3 escrevem-se com a fonte à frente, sempre citando. Fecha com a conclusão de 5 linhas — ela é o teu primeiro «artigo» de historiador.